Os
68 médicos estrangeiros que entraram com o pedido de registro no
Conselho Regional de Medicina do Amazonas (CRM-AM) não poderão começar a atuar a partir de segunda-feira(30) como estava previsto pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).
Segundo o presidente do CRM-AM, Jefferson Jezini, os integrantes
do programa não apresentaram a documentação exigida na medida
provisória que criou o Mais Médicos. Entre os documentos que não foram
entregues está o nome dos tutores que irão acompanhá-los, uma tradução
dos diplomas e a apresentação do endereço comercial, ou seja, da unidade
de onde vão atuar. Além disso, o CRM diz que os médicos não
compareceram ao conselho para recolher a anuidade e as taxas a que estão
sujeitos.
De
acordo com o presidente do centro acadêmico de Medicina da Universidade
do Estado do Amazonas (UEA), Sebastião Campos, tanto a UEA quanto a
Universidade Federal do Amazonas decidiram não participar do programa
com os seus professores exercendo a função de tutores dos estrangeiros.
Jezini
disse ainda que há uma forte suspeita que os médicos que já trabalhavam
nas unidades de saúde estão sendo substituídos pelos profissionais do
programa. “Isso é um crime, pois existem quatro concursos vigentes em
que cerca de 400 profissionais não foram chamados”, acrescentou o
presidente.
Segundo
Sebastião Campos, um médico residente recebe uma bolsa de R$ 2.160 para
trabalhar enquanto o médico do programa irá receber R$ 10 mil para
cumprir 40 h semanais e uma ajuda de custo de R$ 30 mil para a mudança.
Os
médicos terminaram nessa sexta-feira(27) o curso na Fundação de
Medicina Tropical e conheceram os secretários municipais de saúde dos
locais onde vão atuar.
De
acordo com o Diretor do Departamento de Atenção Primária da Secretaria
Municipal de Saúde (Semsa), Nilson Ando, os médicos não poderão atuar
por que estão sem o registro do conselho, porém, irão para os municípios
para conhecer a área e a comunidade na qual vão trabalhar.
Nilson
Ando, informou que a secretaria está discutindo com o Ministério da
Saúde para conseguir uma outra alternativa para o impasse com as
universidades. “Uma alternativa seria que os próprios municípios e o
estado assumissem a tutoria dos médicos do programa.
Para
Sebastião Campos, a população precisa questionar a veracidade do
programa, pois cerca de 13 mil médicos são formados por ano, portanto,
não faltam profissionais. O problema é que esses médicos formados no
Brasil não querem trabalhar nos rincões ou nas periferias das grandes
cidades.
http://acritica.uol.com.br/noticias/Estrangeiros-Programa-Medicos-problemas-Amazonas_0_1001299871.html
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