A respeito da frase do Vereador eleito Plínio Valério, que foi destaque no jornal A Crítica.
Esses últimos quatro anos, a CMM não foi nada mais do que "quintal da
Prefeitura", acatando tudo que o prefeito falava, votando tudo o que o
prefeito queria, e o povo nem se passava pela cabeça dos vereadores e
muito menos pela cabeça de Isaac Taya, que infelizmente foi reeleito. A
CMM precisa de alguém com braço forte para presidí-la, pensando primeiro
nas necessidades do povo na hora de tomar decisões.
Eder Maia.
Confira a reporta do A Crítica e a entrevista com Plínio Valério.
Um dos
três vereadores do PSDB que brigam para conquistar a presidência da
Câmara Municipal de Manaus (CMM), no dia 1º de janeiro, Plínio Valério
afirmou, em entrevista para A CRÍTICA, que se for eleito para o cargo a
casa legislativa não será um quintal da prefeitura. E nem fará lei
“lesa”, como as que criam datas comemorativas.
Para
disputar o comando da CMM, Plínio Valério, e os colegas de partido
Mário Frota e Bosco Saraiva, precisam das bençãos do prefeito eleito
Artur Neto (PSDB). Valério afirma que já está em campanha. Disse que tem
articulado com outros vereadores a candidatura dele. “E o Artur sabe
disso”, disse Valério.
O
vereador eleito do PSDB também é terceiro suplente de deputado federal.
E pode ser chamado a assumir um mandato na Câmara de Deputados se a
deputada Rebecca Garcia (PP) e o deputado Pauderney Avelino (DEM)
deixarem os cargos para assumirem postos na Prefeitura de Manaus e no
Governo do Estado. A seguir trechos da entrevista.
O senhor está na disputa pela presidência da Câmara Municipal de Manaus (CMM)?
Sim.
Inclusive estou conversando com alguns vereadores e o Artur sabe que
estou conversando. Porque há, pelo menos no partido, e nisso incluo o
prefeito, o consenso de que o presidente saia do PSDB. É natural e
normal. Seria anormal se não saísse, se os quatro vereadores dissessem
que não queriam ser. O Mário Frota está postulando ser, o Bosco e eu
também. E com esse objetivo tenho conversado com companheiros que
acabaram de se eleger.
Então, a briga pela presidência da CMM será dentro do PSDB?
Seja
como for, não haverá uma disputa acirrada interna. Acho que quando
Artur nos chamar para conversar, e vai ter que chamar, vai saber o que
cada um tem feito para se viabilizar. Mas nós não vamos rachar o
partido. Vamos tentar viabilizar os nomes e dentro do partido chegar a
um consenso que não vai ser difícil.
Com quais vereadores o senhor tem conversado?
De
preferência vereadores que entraram agora. Já conversei com os três
vereadores do PTC, com o presidente do PTN, deputado estadual Abdala
Fraxe, o vereador Gilmar Nascimento. A gente vai conversando. Terezinha
Ruiz. O Bosco conversa e eu também.
E qual o teor dessa conversa?
Sempre
no sentido de extrair dele o compromisso de votar no candidato do PSDB.
Nunca chego a eles dizendo que sou o candidato e que votem em mim. É de
dizer que nós temos interesse em fazer o presidente da Câmara. Eu sou
um dos que postula. E quero saber se você acompanha o candidato do
prefeito. E todos eles acompanham. Não será problema o Artur fazer o
presidente. De todos que conversei, ouvi categoricamente que o candidato
deles é o do Artur.
O senhor conversou com quem até agora?
Conversei
com o pessoal do PTC, com Gilmar Nascimento, do PDT, com a Terezinha
Ruiz, do DEM, com o Abdala, presidente do PTN, com o Marcelo Serafim,
com o Elias Emanuel (do PSB), com o Samuel, com a professora Jaqueline.
Já deu para conversar e sentir que eles votam com o candidato do Artur. O
Artur vai ter peso sim. Ele está dizendo que o candidato vai ter que se
viabilizar, ótimo. Mas quando ele conversar internamente, aí ele vai
ter que decidir por um. Porque lá dentro têm três com intenções de ser
candidato. Repetindo sempre que a gente não faz disso o final da vida.
Vamos reunir, escolher um e é o consenso.
Por que o senhor acha que deve ser o candidato de Artur?
Primeiro,
eu vou para o terceiro mandato. Já tenho certa experiência. E ficando
fora (do parlamento) esses oito anos que fiquei fora, dá para perceber
alguma coisa que poderia ter feito e não fiz. Ver com clareza que a
gente pode fazer algo que colabore para o engrandecimento do parlamento.
Por exemplo?
A
figura do vereador é tratada com muito desrespeito. A gente acha que é
possível, como instituição, elevar a Câmara ao patamar que ela precisa,
de Poder Legislativo. E não é entendida assim. A começar pelo eleitor,
que acha que o vereador não faz muita coisa, pelo juiz que não te recebe
direito, e pelo secretário que às vezes manda te dizer que não está.
Acho que esse respeito pode ser dado, desde que a casa se comporte com
tal. Ou seja, pare de fazer lei lesa. Tem muitas leis inconstitucionais
que foram aprovadas por falta de conhecimento ou por conchavos. E pegar o
Ministério Público para parceiro, para arguir a inconstitucionalidade
dessas leis. Acabar com esse negócio do dia disso. As leis que são boas e
não são respeitadas, também fazer parceria com o Ministério Público
para fazer ser respeitada. Aprovei uma que proíbe fazer reforma de
escola em período letivo. Essa lei todo ano é desrespeitada.
Esse desrespeito aos vereadores é um reflexo da qualidade deles?
Também.
É reflexo da qualidade dos vereadores e da falta de respeito, como a
gente diz no interior, da “metideza”. O secretário foi escolhido pelo
prefeito e acha que não deve satisfação a mais ninguém a não ser ao
prefeito. E é um engano. Ele deve sim satisfação a quem foi eleito pelo
povo. Acho que somente nós podemos nos fazer respeitar. Eu sonho com
isso. É um dos motivos para eu querer ser presidente.
E como seria a relação de uma possível presidência sua com a prefeitura?
Acabar
com esse negócio de a Câmara ser quintal da Prefeitura. Se eu chegasse à
presidência, a Câmara não seria, em hipótese alguma, quintal da
prefeitura. O parlamento é um aliado do Poder Executivo, principalmente
no caso do Artur com a gente. Mas não pode ser quintal. O Mário Frota é
um com companheiro, o Bosco é, mas eu também sou um bom companheiro.
O senhor acha que o seu nome agrega os demais vereadores?
Acho
que com algumas exceções, de pouquíssimos vereadores que se acham, eu
não teria problema nenhum com os outros. Mas o que vai determinar é o
candidato ser o do Artur. Eu não sei se agrego mais que o Bosco ou o
Mário. Mas sei que agrego bastante. Ali não tem mais que quatro
vereadores que não votariam em mim. Tem o pessoal do PT, que não vota
por questões de ideologia, e uns quatro ou cinco que não votam por que
se acham melhores que todos. Mas eu não tenho adversário nem inimigo lá
dentro. Não desagregaria.
Se o Artur optar por outro nome, como fica a sua relação com ele?
Se
ele optar por outro nome, aí só me resta assumir a vaga na Câmara
Federal. Faço o que é melhor para o PSDB. O que é melhor? É ser
presidente da Câmara ou ser deputado federal? Se o PSDB disser deputado
federal, lá vou eu. Eu quero ser presidente da Câmara.
Perfil
Nome: Francisco Plínio Valério Tomaz
Idade: 57 anos
Estudos: Graduado em Jornalismo pela Ufam
Experiência:
Jornalista e redator; vereador de Manaus; coordenador de Assuntos
Municipais da Suframa (1983-1984); presidente do Conselho Municipal de
Gestão Estratégica da Prefeitura de Manaus (2009-2010).
Portal A Crítica.
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