Após 13 dias subindo, o que indicava o fim da vazante, o Rio Negro
voltou a baixar de forma acelerada e crescente a partir de 7 de
novembro, caracterizando o fenômeno conhecido como repiquete. Em uma
semana, o rio vazou 32 centímetros, de acordo com o Serviço Hidrográfico
do Porto de Manaus. Historicamente, o Rio Negro vaza até a primeira
quinzena do mês de novembro.
Do dia
24 de outubro até o último dia 5, o Rio Negro subiu 21 centímetros.
Estacionou no dia seguinte (6) e no último dia 7 voltou a descer de
forma crescente. Iniciou com um cm, três cm, quatro cm, seis cm, sete cm
e oito cm registrados na quarta-feira (14). “Daqui há alguns dias vai
começar a encher. Não vai demorar muito”, disse Valderino.
Hoje, o
nível do Rio Negro, em 16,80 metros, está 12 cm abaixo de quando
começou a subir no último dia 24, quando estava com 16,92 metros.
Segundo Valderino, para atingir a maior vazante da história, em 2010,
quando registrou 13,63 metros, faltam 3,17 metros. “Mas acho muito
difícil atingir essa cota da vazante”, afirmou.
De acordo com o
chefe do Departamento de Hidrologia da Superintendência Regional do
Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Daniel de Oliveira, o Rio Negro vai
continuar descendo e a vazante pode acelerar.
Oliveira explicou
que o fim da vazante geralmente acontece no final de outubro e início
de novembro. “No entanto, em 2009, o Rio Negro desceu 15 cm, em apenas
24 horas, no dia 23 de novembro. Temos que esperar o comportamento do
rio daqui para frente”, disse.
Ele explicou que as chuvas
influenciam muito para a subida repentina, principalmente, nas
cabeceiras dos rios Solimões e Negro. “Muitas vezes, está chovendo na
bacia do Rio Solimões, mas aqui não. Por isso, o Rio Negro sobe mesmo
quando não há chuvas em Manaus”, disse, explicando que o Rio Solimões
represa o Negro e exerce forte influência nos níveis das águas.
Segundo
Oliveira, é por esse motivo que não são todos os anos ocorrem o
repiquete. “Na terceira maior cheia da história, em 1953, não houve
repiquete. Mas em 2009 e no ano passado ocorreram. Em 2010 também não,
devido à escassez de chuvas”, disse.
Portal D24.
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