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15 de nov. de 2012

Rio Negro volta a secar

Após 13 dias subindo, o que indicava o fim da vazante, o Rio Negro voltou a baixar de forma acelerada e crescente a partir de 7 de novembro, caracterizando o fenômeno conhecido como repiquete. Em uma semana, o rio vazou 32 centímetros, de acordo com o Serviço Hidrográfico do Porto de Manaus. Historicamente, o Rio Negro vaza até a primeira quinzena do mês de novembro.

“O repiquete é a subida ou descida repentina das águas”, explicou o engenheiro Valderino Pereira da Silva, responsável pela medição do nível do Rio Negro há 23 anos.

Do dia 24 de outubro até o último dia 5, o Rio Negro subiu 21 centímetros. Estacionou no dia seguinte (6) e no último dia 7 voltou a descer de forma crescente. Iniciou com um cm, três cm, quatro cm, seis cm, sete cm e oito cm registrados na quarta-feira (14). “Daqui há alguns dias vai começar a encher. Não vai demorar muito”, disse Valderino.

Hoje, o nível do Rio Negro, em 16,80 metros, está 12 cm abaixo de quando começou a subir no último dia 24, quando estava com 16,92 metros. Segundo Valderino, para atingir a maior vazante da história, em 2010, quando registrou 13,63 metros, faltam 3,17 metros. “Mas acho muito difícil atingir essa cota da vazante”, afirmou.

De acordo com o chefe do Departamento de Hidrologia da Superintendência Regional do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Daniel de Oliveira, o  Rio Negro vai continuar descendo e a vazante pode acelerar.

Oliveira explicou que o fim da  vazante geralmente acontece no final de outubro e início de novembro. “No entanto, em 2009, o Rio Negro desceu 15 cm, em apenas 24 horas, no dia 23 de novembro. Temos que esperar o comportamento do rio daqui para frente”, disse.

Ele explicou que as chuvas influenciam muito para a subida repentina, principalmente, nas cabeceiras dos rios Solimões e Negro. “Muitas vezes, está chovendo na bacia do Rio Solimões, mas aqui não. Por isso, o Rio Negro sobe mesmo quando não há chuvas em Manaus”, disse, explicando que o Rio Solimões represa o Negro e exerce forte influência nos níveis das águas.

Segundo Oliveira, é por esse motivo que não são todos os anos ocorrem o repiquete. “Na terceira maior cheia da história, em 1953, não houve repiquete. Mas em 2009 e no ano passado ocorreram. Em 2010 também não, devido à escassez de chuvas”, disse.

Portal D24.

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