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16 de out. de 2013

Prefeito de Manaus continua sem cumprir promessas de campanha.

 A nova estrutura dos abrigos desagradou usuários, que alegam que ela não os protege da chuva, por ser ‘vazada’ atrás

Apenas metade dos 100 novos abrigos de ônibus prometidos para este ano pela atual gestão municipal serão concluídos até dezembro, de acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf).


A construção de 200 novos abrigos de ônibus ao custo de R$ 40 milhões - R$ 20 mil cada - foi licitada e a vencedora foi a empresa J.Nasser Engenharia. As obras, segundo a prefeitura, estão em andamento e, no dia 24 de outubro, aniversário de Manaus, a prefeitura deve entregar 20 desses abrigos.

De acordo com o diretor de engenharia da Seminf, Antonio Nelson, em alguns pontos da cidade a construção dos abrigos depende de autorização. “Os abrigos possuem tamanho padrão e para que sejam implantados é necessário haver disponível uma área com 10 metros quadrados. Em grande parte desses locais não há espaços suficiente para a instalação de abrigos”, explicou.

Nelson conta que existem alguns lugares em que a parada de ônibus fica localizada em frente a empresas, igrejas e residências. “Nesses casos os proprietários não querem que seja construída a parada em frente aos estabelecimentos deles, aí temos que remanejar, fazer análises e readequar o abrigo em outro lugar, esse é um procedimento lento”, ressaltou.
De acordo com a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), as zonas Norte e Leste serão as primeiras a receber os novos abrigos.

Os dados da SMTU revelam que dos 4 mil pontos de parada de ônibus que existem na cidade de Manaus, apenas mil possuem abrigos.

Por conta disso, a Seminf teve que realizar uma “parada técnica” e solicitar uma expansão no prazo. Este ano não serão concluídos os 200 abrigos. Até o final do ano serão entregues 50 abrigos nas zonas Rural e urbana.

Novo formato
A avenida Buriti, no Distrito Industrial, Zona Sul, já recebeu dois abrigos, com novo formato, que será padrão para os abrigos de ônibus da cidade.

Mas quem utiliza aparada de ônibus não aprovou totalmente o novo modelo. A auxiliar administrativa, Sandra de Assis, 26, mora no bairro Jardim Mauá, Zona Sul, e se diz aliviada por ter onde sentar enquanto espera o ônibus, não mais debaixo de sol, mas criticou a nova estrutura que, para ela, não protege o usuário da chuva. “Antes não tinha nada aqui, agora temos proteção pelo menos do sol, porque quando a chuva vier, não vai ter jeito, vai molhar”, conta Sandra.

Em números
É de R$ 40 milhões o custo total da construção dos 200 abrigos de ônibus licitados pela Prefeitura de Manaus, que estão sendo construídos pela empresa J. Nasser Engenharia pelo preço de R$ 20 mil cada um, e não devem ser concluídos este ano. O valor é quase igual ao que foi pago pelo Governo do Estado às famílias que tiveram imóveis desapropriados para a construção do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim), que girou em torno de R$ 21 mil.

Quarto modelo
Segundo a Seminf, esse é o quarto modelo de parada de ônibus que a cidade está recebendo. Os abrigos são pré moldados desde o piso até a cobertura, incluindo o banco, o que permite a construção do abrigo em uma semana.

Vandalismo
Como são de concreto, tornam-se mais resistentes e, de acordo com a Seminf, o modelo reduz os custos com manutenção das paradas, por não terem telhas nem outros compartimentos que precisem ser repostos em casos de vandalismo. Já o combate à pixação ainda está sendo estudado.

Acessibilidade
Segundo a prefeitura, a acessibilidade foi observada durante a construção, com a inclusão de rampas laterais e área de dez metros quadrados. Após a construção civil finalizada, será iniciada a sinalização dos abrigos, que será feita pelo Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb).

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